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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

TODO O DIA E... NOITE A DENTRO (Varano - forma poética criada por Ineifran Varão, veja regras no final do poema)


Dou-te ‘bonjour’
És ‘hors concour’
Noite... Ao chegar,
Dou-te ‘bon soir’
... Não vou dormir!

Raiando o dia
Minha alegria
É dar-te um beijo
Comer um queijo
... Dopois sorrir!

E assim eu crivo
Como é que eu vivo
Contigo em mim
Pra sempre assim
... Jamais partir!


VARANO

1 – O poema Varano, criado pelo poeta Ineifran Varão, em janeiro de 2013, é composto por um mínimo de 2 estrofes de 5 versos cada uma e o máximo de 10 estrofes, distribuídas na sequência das seguintes rimas, que são fixas nas suas posições: aabbc + ddeec + ffggc+ hhiic+jjkkc+llmmc+nnooc+ppqqc+rrssc+ttuuc
2– A sílaba tônica exigida é na posição 4 (4ª sílaba poética). As demais tônicas são livres.
3– As palavras rimadas não se repetem na mesma estrofe, e nem mais que duas vezes, ao longo de todo o poema.
4 – O 5º verso de cada estrofe vai rimar com o 5º verso da próxima estrofe e devem ser precedido de reticências, completando o sentido da estrofe e a última estrofe deve concluir o tema.
5– O tema a ser narrado ou descrito fica a critério do poeta.

Obs.: as 4 rimas casadas duas a duas, de cada estrofe, podem, se repetir, porém, com palavras diferentes, e não mais que duas vezes, se for a mesma palavra, ao longo das estrofes, sendo, entretanto, desejada a não repetição demasiada dessas rimas.

Exemplo: As rimas de uma estrofe que forem ia/ia+eu/eu podem aparecer em outra estrofe, mas com palavras diferentes, ou, como dito acima, no máximo duas vezes a mesma palavra ao longo de todas as estrofes:
... Maria/valia+cedeu/perdeu e em outra estrofe ... Sabia/descia+meu/seu.

sábado, 12 de janeiro de 2013

A FARRA DO BICHO (Varano)


Vi u’a peleja,
Em frente à igreja.
Era u’a beata
Que usava bata
... Chamou a atenção!

A arenga dela
Era uma vela,
Que havia feito,
Com muito jeito
... Bem feita, à mão!

Chegara o padre,
Que a igreja abre...
Foi se meter
Pra resolver
... A confusão!

Mas não sabia
Que irmã Maria,
Que guarda o vinho,
No caladinho
... Enchia copão!

O padre Pio,
Meio arredio,
Pegou a vela
‘De mussarela’
... Que papelão!

O fato posto
E o tira-gosto...
Todos quiseram!
Depois disseram
... Que vinho ‘bão’!

Naquele dia,
Na sacristia,
Bem lá no fundo,
Vi todo mundo
... Copo na mão!

Muita preguiça...
Não teve missa
E cada um
De seus ’bebum’
... Caído ao chão

Eu fui embora
Naquela hora...
Pensei: Que vício!
Foi tudo ofício
... Do Capetão!



VARANO

1 – O poema Varano, criado pelo poeta Ineifran Varão, em janeiro de 2013, é composto por um mínimo de 2 estrofes de 5 versos cada uma e o máximo de 10 estrofes, distribuídas na sequência das seguintes rimas, que são fixas nas suas posições: aabbc + ddeec + ffggc+ hhiic+jjkkc+llmmc+nnooc+ppqqc+rrssc+ttuuc
2– A sílaba tônica exigida é na posição 4 (4ª sílaba poética). As demais tônicas são livres.
3– As palavras rimadas não se repetem na mesma estrofe, e nem mais que duas vezes, ao longo de todo o poema.
4 – O 5º verso de cada estrofe deve ser precedido de reticências, completando o sentido da estrofe e a última estrofe deve concluir o tema.
5– O tema a ser narrado ou descrito fica a critério do poeta.

Obs.: as 4 rimas casadas duas a duas, de cada estrofe, podem, se repetir, porém, com palavras diferentes, e não mais que duas vezes, se for a mesma palavra, ao longo das estrofes, sendo, entretanto, desejada a não repetição demasiada dessas rimas.
A rima do 5º verso rimará com o 5º verso da próxima estrofe.

Exemplo: As rimas de uma estrofe que forem ia/ia+eu/eu podem aparecer em outra estrofe, mas com palavras diferentes, ou, como dito acima, no máximo duas vezes a mesma palavra ao longo de todas as estrofes:
... Maria/valia+cedeu/perdeu e em outra estrofe ... Sabia/descia+meu/seu.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VALEU! (Varano)


Vi da janela
Flor Amarela
Passou correndo
E eu me moendo
... Na solidão!

Fiz uma jura
Pra ver se cura
Esta saudade
Mas, nessa idade
... Não cura não!

Jurei sorrir
Não mais abrir
A tal janela
Passei tramela
... Caiu no chão!

Saí pra lida
Fui ver a vida
Topei com ela
E ganhei dela
... Seu coração!



VARANO

1 – O poema Varano, criado pelo poeta Ineifran Varão, em janeiro de 2013, é composto por um mínimo de 2 estrofes de 5 versos cada uma e o máximo de 10 estrofes, distribuídas na sequência das seguintes rimas, que são fixas nas suas posições: aabbc + ddeec + ffggc+ hhiic+jjkkc+llmmc+nnooc+ppqqc+rrssc+ttuuc
2– A sílaba tônica exigida é na posição 4 (4ª sílaba poética). As demais tônicas são livres.
3– As palavras rimadas não se repetem na mesma estrofe, e nem mais que duas vezes, ao longo de todo o poema.
4 – O 5º verso de cada estrofe deve ser precedido de reticências, completando o sentido da estrofe e a última estrofe deve concluir o tema.
5– O tema a ser narrado ou descrito fica a critério do poeta.

Obs.: as 4 rimas casadas duas a duas, de cada estrofe, podem, se repetir, porém, com palavras diferentes, e não mais que duas vezes, se for a mesma palavra, ao longo das estrofes, sendo, entretanto, desejada a não repetição demasiada dessas rimas.
A rima do 5º verso rimará com o 5 verso da próxima estrofe.

Exemplo: As rimas de uma estrofe que forem ia/ia+eu/eu podem aparecer em outra estrofe, mas com palavras diferentes, ou, como dito acima, no máximo duas vezes a mesma palavra ao longo de todas as estrofes:
... Maria/valia+cedeu/perdeu e em outra estrofe ... Sabia/descia+meu/seu.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

UMA BELEZA


Meu pé de jamelão tem muitas folhas
E o chão fica rouxinho só de fruto!
É bom ver quando a chuva solta bolhas
... O tempo vai-se embora num minuto!

Pousado no mais alto cocuruto
Um bem-te-vi rastreia e faz escolhas...
No seu olhar sutil por entrefolhas
Com garbo, solta o canto em seu reduto!

Que bom se o ser humano copiasse
O simples que é viver na natureza...
Que todo ato malfeito fracassasse,

Que o mundo não soubesse o que é tristeza,
Que o mal cedesse ao bem, fome acabasse...
Seria completo o quadro... Uma beleza!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

RETRATOS DO MEU PAÍS


Encrespam-se as nuvens lá no alto!
Parecem contorcer-se pelo vento!
É a natureza plena em seu rebento,
Num céu acinzentado, quase espalto!

... E vem a chuva forte no planalto,
Para matar a sede do sedento,
Pois antes que pareça um sobressalto,
Para o nativo é apenas um alento...

Pedaços de Brasil tão diferentes,
Que encantam aos nativos e aos de fora!
As chuvas, quando caem, são torrentes!

Um refrigério do homem que labora
Na seca, quando não crescem sementes,
Forçando os retirantes a irem embora...

sábado, 5 de janeiro de 2013

VENCIDOS


Por que tu corres tanto e não te vejo?
A cada esquina dobras de repente!
Não sei se tu és fantasma  ou se és gente,
Mas ver-te sempre foi o meu desejo...

Já vi teu vulto como num lampejo,
Teu ar de dona, ali, sempre exigente
Como a esperar de mim so mais um beijo,
Como se assim não fosse intransigente...

Andei no teu encalço nesses anos,
Tentando dar-te um pouco do que é meu,
Mas dei-te, no final, só desenganos,

Igual também a tantos que me deu...
Agora, cancelamos nossos planos...
Perdemos! E nenhum de nós venceu...

SEMPRE NA TRILHA CERTA


Caminho nas veredas deste mundo
E aqui e ali eu vejo alguma face
E a sensação de alguém que em mim se abrace,
A me dizer que pare um segundo!

Um aviso inconsciente e tão profundo
Esboça-me o romper de algum enlace...
Percorro muitas trilhas, vou bem fundo
E peço que o destino só Deus trace...

Quem sabe se eu não fosse assim, poeta,
Os prantos e tristezas que já vi
Tivessem sucumbido a minha meta

De ter vivido a vida que vivi,
Trilhando o rumo certo, a linha reta,
Desde o primeiro verso que escrevi!

BOM SENSO


Dos trampolins da vida me safei,
À sombra imperceptível da consciência;
Nem sempre os fatos vêm sem conseqüência,
Mas fui guiado do alto, hoje é que eu sei...

Dos trampolins da vida onde eu pulei,
Antes do impulso ao pulo, ouvia a essência
Do que meus pais disseram-me e eu guardei:
‘Usar bom senso em tudo é sapiência’!

Crescer não é viver à revelia;
A idade nos empurra às aventuras...
Não faço hoje o que antes eu fazia,

Como não fazem muitas criaturas,
Mas digo ao jovem: Faça-o, eu o faria!
Mas, com bom senso, em terra e nas alturas!

MATIZES


Cobra dos teus instintos essa dor,
Que espalhas onde pisas, onde vais...
Não cobre tua vida co’outros ais...
Transforma dissabores em amor!

Não somos deste mundo ‘o criador’...
Minutos passam... não voltam jamais...
Desperdiçamos tempo sem favor,
Por coisas muitas vezes tão banais!

Sorrir pra vida faz-nos ser felizes,
Inda que entre infelizes nós vivamos;
Sabemos pouco, somos aprendizes,

Na mesma escola, há muito nós estamos!
Demos as mãos, pintemos os matizes...
Da nossa turma só nós dois sobramos...

EM APUROS


No mar, soçobra um barco inda à deriva,
Carrega a vela inflada de esperança...
Já viu a soçobrar em semelhança
Um’alma que quisera fosse viva!

Sem dó, sem piedade a onda altiva
Não traz a espuma branca da bonança,
Irrompe contra o barco, intempestiva,
Igual em atitude de vingança!

Ó mar, por que bravio tu te tornas
Se todos nós estamos nesse barco?
Somos qual frágil ilha que contornas,

Onde ainda há um recurso, inda que parco,
De navegarmos águas calmas, mornas...
Não faze que esse mastro vire um arco...

ACORDES PARA MINHA LUA

Às vezes eu viajo em minhas notas,
Nos sons do meu teclado de amador...
Os dós de mim têm dó em minhas cotas,
Cotas de embriaguez de imenso amor!

Acordes que se vão como um vapor,
No destilar de sonhos sem derrotas...
São como os voos em bandos de gaivotas,
A decorar o céu do meu compor!

No dó-ré-mi da música tão bela,
É a Lua que se chega a me escutar...
Em comunhão me faço junto dela,

A quem dedico todo o meu cantar!
Acordes – quando belos – são pra ela,
Pra Lua que encontrei e me fez amar! 

ENTRE A RAINHA E O REI


Da corda rompeu-se o fio
Da esperança eu acordei
Meu pensamento no cio
Em sentimentos banhei
Das incertezas da vida
A dor forte e mais dorida
Não foi ainda banida
Ela não sabe... Eu sei!

No lume aceso por ela
Não há o que imaginei
É o fogo queimando a vela
Entre a rainha e o rei
Vem o começo do tédio
De dores por intermédio
Ferir sem trazer remédio
... Não foi pra isso que amei!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

NASCE UM NOVO ASTRAL


Nasce um novo ano
Nascem flores novas
Novas esperanças
Dias bem melhores
Sem mais desenganos
Nasce uma outra chance
De ser mais feliz
De ver que a maldade
Virou pó de giz
Nasce um mundo novo
Na boca do povo
Cresce a consciência
Daquele que é sábio
De que um dia também
Já foi aprendiz
Nasce, cresce e vence
Humana e leal
Nova sociedade
Nasce um novo astral!